Ultraformer ou bioestimulador: qual faz sentido para a flacidez?
Um usa calor nas camadas profundas da pele; o outro é injetado e estimula colágeno. Para que flacidez serve cada um e se dá para combinar.
O ultrassom microfocado (Ultraformer) e o bioestimulador de colágeno tratam a flacidez por caminhos diferentes. O ultrassom leva calor a pontos das camadas profundas da pele, sem agulha e sem deixar produto no rosto. O bioestimulador é uma substância injetada que faz a pele produzir mais colágeno ao longo dos meses. Os dois estão entre os tratamentos para flacidez da Duality Clinic.
A escolha depende do grau da flacidez, da espessura da pele e de quanto volume o rosto perdeu. Em muitos casos, o plano usa os dois.
Qual a diferença entre o ultrassom microfocado (Ultraformer) e o bioestimulador?
O ultrassom microfocado concentra a energia em pontos de menos de 1 milímetro cúbico, a poucos milímetros da superfície. Em cada ponto, a temperatura passa de 60 °C por um instante. O colágeno dali se contrai, e o corpo passa a produzir colágeno novo nos meses seguintes. A energia alcança a camada de sustentação que fica embaixo da gordura do rosto, chamada SMAS, e poupa a superfície da pele. Não há corte nem produto que fique no corpo.
O bioestimulador é um produto injetado embaixo da pele. Os tipos comuns no rosto são o ácido poli-L-láctico, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona. O corpo reage às partículas formando colágeno em volta delas e absorve o produto com o tempo. Alguns tipos dão um pouco de sustentação logo na aplicação, mas o efeito principal vem com o colágeno. O que muda de um tipo para outro está no artigo sobre os tipos de bioestimulador de colágeno.
Lado a lado:
Como age: o ultrassom, com calor em pontos profundos; o bioestimulador, com uma substância que estimula colágeno.
Agulha: o ultrassom não usa; o bioestimulador é injetado.
Volume: o ultrassom não acrescenta volume; o bioestimulador pode devolver um pouco de volume e de espessura à pele.
Efeito: nos dois, aparece aos poucos, ao longo de meses.
Sessões: o ultrassom costuma ser feito em uma; o bioestimulador, em 1 a 3.
Para que grau de flacidez serve cada um?
Os dois servem para flacidez leve a moderada. Nenhum dos dois retira pele.
Nos estudos com ultrassom microfocado, o efeito foi menor à medida que a flacidez e o índice de massa corporal aumentavam. No bioestimulador, a indicação típica é a perda de firmeza espalhada pelo rosto, às vezes com perda de volume.
Na avaliação, estes pontos costumam pesar na escolha:
Pele que cedeu, mas ainda tem espessura e volume: o ultrassom microfocado costuma fazer sentido, porque age na sustentação sem mexer no volume.
Pele fina, sem firmeza, com perda de volume espalhada: o bioestimulador costuma ser a opção, porque devolve espessura aos poucos. Esse quadro é comum depois de emagrecer bastante, assunto do artigo Emagreci e meu rosto caiu.
As duas coisas ao mesmo tempo: o plano pode juntar os dois.
Quando a queixa principal é textura, poros ou marcas de acne, com flacidez inicial, o microagulhamento com radiofrequência também entra na conversa.
Quanto tempo leva para ver o resultado?
Em nenhum dos dois o efeito principal vem na hora. Os dois dependem do colágeno que o corpo produz, e isso leva meses.
Com o ultrassom microfocado, os estudos costumam medir a melhora por volta de 3 meses depois da sessão. Nas pacientes acompanhadas, ela se manteve por até 1 ano, e ainda faltam dados de prazo mais longo. Esses números vêm de pesquisas com aparelhos de ultrassom microfocado em geral, e não só com o Ultraformer.
Com o bioestimulador, os primeiros sinais aparecem em média entre 4 e 8 semanas, e o resultado completo, entre 3 e 6 meses. O efeito costuma durar de 1 a 2 anos, conforme o produto. Numa revisão de estudos, o ácido poli-L-láctico manteve o efeito por até 25 meses, e a hidroxiapatita de cálcio, de 12 a 18 meses.
Nos dois casos, a resposta varia de pessoa para pessoa.
Quantas sessões costumam ser?
Ultrassom microfocado: os estudos avaliaram, em geral, uma sessão. Na revisão, depois que o efeito aparece, quem aplicou decide se vale repetir e quando.
Bioestimulador: de 1 a 3 sessões, com intervalo de 4 a 6 semanas. O ácido poli-L-láctico costuma pedir 2 ou 3; a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona, 1 ou 2. A avaliação define o número para cada caso. Dor, nódulos e duração estão no artigo Bioestimulador de colágeno: dói? Quantas sessões?
Dói? Como fica a pele depois?
O ultrassom microfocado causa um desconforto moderado durante a aplicação. Depois, a pele pode ficar vermelha e um pouco inchada por pouco tempo. Nos estudos, outros efeitos, como roxos, dormência, alteração de sensibilidade e queimaduras, foram raros: cerca de 2% dos casos.
O bioestimulador é aplicado com anestésico. Inchaço, sensibilidade e roxos podem durar alguns dias, e há risco de nódulos. Por isso alguns tipos pedem massagem nos dias seguintes, conforme a orientação de quem aplicou.
Nos dois casos, em geral, você volta à rotina no mesmo dia. O bioestimulador não é indicado na gestação, na amamentação, com infecção ativa no local ou com histórico de queloide. A avaliação confere também o que impede o ultrassom no seu caso.
Dá para fazer os dois? Qual fazer primeiro?
Dá. Um consenso de 15 profissionais de vários países sobre tratamentos combinados no rosto apoia juntar técnicas diferentes, numa ordem definida:
No mesmo dia: o ultrassom microfocado vem antes de qualquer injeção.
Em dias diferentes: o grupo sugere um intervalo de 1 a 2 semanas entre um tratamento e outro, para o inchaço passar e para dar tempo de avaliar cada etapa.
Uma revisão de 11 estudos que juntaram ultrassom microfocado e hidroxiapatita de cálcio, um dos tipos de bioestimulador, encontrou melhora da pele com efeitos adversos leves a moderados. Os próprios autores lembram que os estudos ainda são poucos.
Quando as sessões ficam em dias diferentes, o que vem primeiro depende do que mais incomoda e do plano montado na avaliação.
Quando nenhum dos dois resolve?
Quando sobra pele. Ultrassom e bioestimulador melhoram a firmeza, mas não retiram o excesso. Flacidez avançada, com o contorno da mandíbula caído, pele solta embaixo do queixo ou faixas marcadas no pescoço, pede avaliação com um cirurgião plástico. Uma revisão sobre o ultrassom microfocado chega à mesma conclusão: em flacidez intensa, a cirurgia deve ser considerada.
Há também incômodos que não vêm da flacidez:
Papada por gordura acumulada: as opções estão em Papada sem cirurgia: o que funciona.
Rugas que aparecem com o movimento e sulcos fundos: a explicação está em Toxina botulínica ou preenchimento: qual a diferença?
Na Duality Clinic em Porto Alegre
Na Duality Clinic, a avaliação da flacidez, o ultrassom microfocado e o bioestimulador ficam com a Dra. Mariane Felin, cirurgiã-dentista, CRO-RS 25157. O ultrassom é feito com o Ultraformer, aparelho com registro na Anvisa.
Tudo começa por uma avaliação. Nela, a Dra. Mariane examina o grau da flacidez, a espessura da pele e o volume do rosto, explica o que cada opção pode e não pode fazer e diz quando o caso é de cirurgião plástico. Você pode marcar pela página de agendamento da avaliação.
Fontes
Noninvasive skin tightening: focus on new ultrasound techniques. Fabi SG, Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, 2015 (em inglês).
A Systematic Review of the Efficacy of Microfocused Ultrasound for Facial Skin Tightening. Contini M e colaboradores, International Journal of Environmental Research and Public Health, 2023 (em inglês).
Consensus Recommendations for Combined Aesthetic Interventions in the Face Using Botulinum Toxin, Fillers, and Energy-Based Devices. Carruthers J e colaboradores, Dermatologic Surgery, 2016 (em inglês).
Efficacy, Durability, and Safety of Collagen Biostimulators Based on Poly-L-Lactic Acid (PLLA) and Calcium Hydroxyapatite (CaHA) in the Face: A Systematic Review. Ferreira ACM e colaboradores, Aesthetic Plastic Surgery, 2026 (em inglês).
Aesthetic Efficacy and Safety of Combined Microfocused Ultrasound With Visualization and Calcium Hydroxylapatite Treatment: A Systematic Review of Human Evidence. Amiri M e colaboradores, Aesthetic Surgery Journal, 2025 (em inglês).


