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Duality Clinic

Peeling químico: tipos, cuidados e quando fazer

O que o peeling químico faz na pele, a diferença entre superficial, médio e profundo, os cuidados antes e depois e por que muitas vezes se prefere o outono e o inverno.

Mulher ruiva de sardas, com toalha branca no cabelo, sorrindo
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O peeling químico é a aplicação de um ácido na pele, feita em consultório, para remover de forma controlada as camadas mais externas e estimular a renovação. Ele é usado para textura, viço, manchas leves e acne. Na Duality Clinic, ele faz parte dos tratamentos para a pele, ao lado do skinbooster.

A principal diferença entre um peeling e outro é a profundidade. Quanto mais fundo o ácido age, maior a descamação, mais longa a recuperação e mais rigoroso o cuidado com o sol. Por isso, o tipo de peeling e a época do ano são escolhidos juntos, na avaliação.

Para que serve o peeling químico?

Serve para renovar a camada de fora da pele. Com a renovação, a pele tende a ficar mais lisa e com o tom mais uniforme. Os usos frequentes são:

  • textura irregular e aspereza;

  • pele opaca, sem viço;

  • manchas leves, como as manchas de sol;

  • acne leve a moderada e cravos;

  • linhas finas causadas pelo sol e pelo tempo.

O peeling tem limites. Ele não trata flacidez e não repõe volume. Para cicatrizes de acne mais fundas, costumam ser indicados outros tratamentos, como o microagulhamento com radiofrequência. As opções para flacidez e perda de volume estão no artigo sobre rejuvenescimento facial sem cirurgia.

Quais são os tipos de peeling químico?

Os peelings são divididos pela profundidade que o ácido alcança na pele: superficial, médio e profundo.

Peeling superficial

Age só na epiderme, a camada mais externa da pele. Durante a aplicação, é comum sentir ardor ou formigamento. Depois, a pele costuma ficar avermelhada e descamar de forma fina, parecida com pele seca. A recuperação leva, em média, de 1 a 7 dias, e na maioria das vezes dá para voltar à rotina e usar maquiagem no mesmo dia ou no dia seguinte.

Costuma ser feito em série. Em média, são de 3 a 5 sessões, com intervalo de 2 a 5 semanas entre elas. O número varia conforme a pele, o ácido e o objetivo.

Peeling médio

Passa da epiderme e alcança a parte de cima da derme, a camada de baixo. Usa ácidos em concentração mais alta, como o ácido tricloroacético (ATA). A pele incha, com pico em torno de dois dias, e descasca em placas. Podem aparecer bolhas. A recuperação leva, em média, de 7 a 14 dias.

A pele precisa ficar totalmente longe do sol até cicatrizar. Quem tem herpes labial de repetição pode precisar de um remédio de prevenção antes, porque o peeling pode desencadear uma crise.

Peeling profundo

Alcança camadas mais profundas da derme. O exemplo mais conhecido é o peeling de fenol. É um procedimento médico, feito com anestesia, em ambiente preparado para cirurgia e com monitoração do coração, porque o fenol pode causar arritmia. A recuperação leva, em média, de 2 a 3 semanas, e o sol fica proibido por 3 a 6 meses.

Quais ácidos são usados no peeling químico?

Há vários, e cada um age de um jeito. Alguns ácidos comuns no peeling superficial:

  • Ácido glicólico: faz parte dos alfa-hidroxiácidos e existe naturalmente na cana-de-açúcar. É uma molécula pequena, que penetra com facilidade. É usado para textura, linhas finas e manchas superficiais. Depois do tempo de ação, quem aplica neutraliza o ácido.

  • Ácido mandélico: também é um alfa-hidroxiácido e foi obtido pela primeira vez das amêndoas amargas. Penetra de forma mais uniforme e costuma causar menos irritação e menos descamação que o glicólico. É usado para manchas leves e pele oleosa.

  • Ácido salicílico: é um beta-hidroxiácido que se dissolve na gordura. Por isso, age dentro dos poros, onde fica a oleosidade. É usado principalmente para acne e cravos.

  • Ácido retinoico: é derivado da vitamina A. Em peeling superficial, é usado para textura, manchas leves e acne leve. Na gestação, é evitado por precaução.

O ácido e a concentração são escolhidos na avaliação, de acordo com a pele e o objetivo. Os produtos com ácido vendidos para uso em casa têm concentração bem menor e não substituem o peeling de consultório.

Fruta na pele não é peeling. O limão, por exemplo, pode queimar e manchar a pele se a pessoa pegar sol depois.

Como é a descamação depois do peeling?

Depende da profundidade. No peeling superficial, a pele fica vermelha, repuxa um pouco e depois solta em lascas finas por alguns dias. No médio, há inchaço nos primeiros dias e a pele sai em placas maiores, ao longo de uma a duas semanas.

Em qualquer caso, a pele nova fica mais sensível ao sol e a produtos por um tempo. Dor forte, bolhas que aumentam, pus, febre ou ferida que não fecha pedem contato com quem fez o peeling.

Quais cuidados tomar antes do peeling?

  • Conte tudo na avaliação: remédios em uso (principalmente a isotretinoína, o remédio oral para acne), gravidez ou amamentação, herpes labial de repetição, alergias e procedimentos recentes no rosto.

  • Suspenda os ácidos e retinoides de uso em casa (como ácido glicólico, ácido retinoico e retinol) alguns dias antes, quando houver essa orientação. O prazo é dado na avaliação.

  • Evite sol forte e bronzeamento. Pele queimada de sol não recebe peeling.

  • Evite depilação com cera, esfoliação e outros procedimentos na área nos dias anteriores, conforme a orientação.

Em alguns casos, o preparo da pele começa semanas antes, com produtos indicados para uso em casa.

Quais cuidados tomar depois do peeling?

  • Protetor solar todos os dias, reaplicado ao longo do dia, inclusive em casa e em dias nublados. Depois do peeling médio, a pele fica totalmente longe do sol até cicatrizar.

  • Não arranque a pele que está soltando. Puxar a pele ou cutucar casquinhas aumenta o risco de infecção, mancha e cicatriz. Deixe sair sozinha.

  • Hidrate a pele com o produto indicado. Pele seca e rachada também pode marcar.

  • Deixe os ácidos e retinoides de uso em casa suspensos até a liberação, porque a pele nova fica mais sensível.

  • Lave o rosto com água fria ou morna e sabonete suave, sem esfoliar e sem esfregar.

  • Evite calor intenso, como sauna, nos primeiros dias, conforme a orientação.

No peeling médio, a maquiagem só volta depois de 5 a 7 dias, quando a pele já fechou.

Qual a época indicada para fazer peeling químico?

Muitas vezes se prefere o outono e o inverno, por causa do cuidado com o sol. Nos meses frios, o sol é mais fraco e a exposição diminui: menos praia, piscina e roupa curta. Isso importa porque a pele recém-tratada fica mais sensível à luz do sol, e o sol nessa fase pode causar manchas, às vezes difíceis de tirar. Os peelings médios, que pedem distância total do sol até a pele fechar, ficam ainda mais adequados para essa época.

Peeling no verão pode?

Pode, com regras. Os peelings superficiais e suaves podem ser feitos o ano todo, desde que a pessoa use protetor solar com rigor e evite o sol direto nos dias seguintes. Quem vai viajar para a praia, tem piscina na rotina ou trabalha ao ar livre deve deixar o peeling para depois.

Em qualquer estação, o protetor solar continua necessário. Há radiação ultravioleta também no inverno e em dias nublados.

Quem não deve fazer peeling químico?

Alguns casos pedem adiar o peeling ou escolher outro tratamento:

  • Gestantes: há poucos estudos na gestação. Os peelings de ácido glicólico e de ácido lático são considerados de baixo risco; o salicílico em áreas grandes e o ATA pedem cautela; o ácido retinoico é evitado. Muitas vezes, a decisão é deixar o peeling para depois do parto. Na amamentação, a maioria dos peelings é considerada segura, mas conte na avaliação.

  • Pele com ferida, infecção, irritação ou queimadura de sol na área: o peeling espera a pele se recuperar. Herpes ativo na boca também adia o procedimento.

  • Uso de isotretinoína agora ou nos últimos meses: por muito tempo, a regra ensinada foi esperar de 6 a 12 meses depois do fim do remédio para fazer procedimentos na pele. Uma revisão de 2017, feita por um painel de dermatologistas e cirurgiões plásticos, concluiu que não há evidência suficiente para adiar o peeling superficial nesses casos. Para peelings médios e profundos, os dados são poucos. A decisão é individual.

  • Procedimento recente no rosto, como laser ou outro peeling: o intervalo é definido na avaliação.

Pele morena e pele negra podem fazer peeling, mas têm mais tendência a manchar se o ácido ou a profundidade não forem adequados. Nesses casos, a escolha precisa ser ainda mais cuidadosa.

Na Duality Clinic em Porto Alegre

Na Duality Clinic, o peeling é feito em consultório pela Dra. Mariane Felin, cirurgiã-dentista, CRO-RS 25157, que assina este artigo, e pode causar uma descamação leve e temporária. Antes, há uma avaliação da pele: o que incomoda, o tipo de pele, os remédios em uso, a rotina de sol e a época do ano. É ali que se define se o peeling é indicado, com qual ácido e em quantas sessões. Quando o peeling não é o caminho, ela explica o que pode ser.

Para marcar a avaliação da pele, use a página de agendamento.

Fontes

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